O anúncio de reajuste de preços de preservativos feito pela maior fabricante mundial ganhou ampla repercussão na China. A informação circulou com a hashtag “preços de preservativos subindo” e alcançou mais de 60 milhões de visualizações nas redes sociais até quinta-feira (23 del mês), provocando discussões sobre estocagem.
O aviso partiu do CEO da Karex Bhd, Goh Miah Kiat, que afirmou que a empresa planeja elevar os preços entre 20% e 30%, ou mais, se as interrupções na cadeia de suprimentos pela guerra no Irã persistirem. A divulgação levou muitos consumidores a considerar guardar itens de planejamento familiar.
Nas redes, houve relatos de que aumentos não impedirão compras e que alguns já pensam em estocar. Outros defenderam que economizar agora pode ser necessário para evitar gravidez sob custos maiores. A conversa intensificou-se nas últimas 24 horas, em meio a medidas chinesas para incentivar a natalidade.
Contexto de política pública e impostos
A China busca responder ao envelhecimento populacional com medidas para elevar a taxa de natalidade, acompanhando mudanças no cenário demográfico. A escalada de preços, se confirmada, pode ampliar o custo do planejamento familiar.
No começo do ano, o governo retirou a isenção fiscal de três décadas sobre medicamentos e dispositivos contraceptivos. Agora, preservativos e pílulas anticoncepcionais estão sujeitos a 13% de imposto sobre valor agregado.
A Karex, fornecedora de marcas como Durex e Trojan, produz mais de 5 bilhões de preservativos por ano. A Reckitt, com atuação na China, não respondeu a solicitações de comentário até o fechamento deste texto.
Entre na conversa da comunidade