Nike anuncia corte de cerca de 1.400 cargos, majoritariamente na área de tecnologia, em uma estratégia para otimizar fluxos de trabalho. A medida envolve operações globais e atinge Norteamérica, Ásia e Europa, correspondendo a menos de 2% da força total da empresa.
O anúncio foi feito por meio de memorando dirigido aos funcionários, assinado pelo diretor de operações, Venkatesh Alagirisamy. O texto ressalta que os cortes visam integrar melhor as cadeias de suprimentos de materiais, calçados e vestuário, além de concentrar atividades tecnológicas em dois centros: Beaverton, Oregon, e o Centro Tecnológico de Nike na Índia.
Ações da Nike subiram cerca de 0,5% após o fechamento do pregão. Nos últimos três anos, as ações perderam mais da metade de seu valor, pressionadas pela presença de concorrentes ágeis como On, Hoka e Anta, que ganharam espaço no mercado.
Desempenho e contexto
O atual presidente executivo, Elliott Hill, que assumiu em 2024, tem dito que a recuperação depende de oferecer produtos novos com regularidade, priorizando corrida e futebol. Embora o Vomero 18 tenha obtido boa receptividade, outros lançamentos não atingiram o mesmo impacto.
A empresa projeta queda de 2% a 4% nas vendas no trimestre em curso, com previsão de retração de até 20% na China, principal mercado problemático. Analistas avaliam que os cortes sugerem problemas mais profundos do que o esperado, possivelmente resultado de excessos de pessoal, especialmente no setor de tecnologia.
Contexto financeiro e futuras medidas
Em documento anterior à SEC, a Nike sinalizou ajustes na sua força de trabalho. A direção não informou a economia esperada com os cortes. A empresa planeja, segundo o memorando, manter a operação tecnológica em dois centros estratégicos, visando maior eficiência operacional e integração entre as linhas de produtos.
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