A Yara, gigante do setor de fertilizantes, apresentou lucro acima do esperado no 1º trimestre, impulsionado pela alta de preços causada pela guerra no Oriente Médio que afetou o tráfego no Estreito de Ormuz. O conflito pressionou a oferta de matérias-primas e elevou custos, elevando as margens da empresa.
A companhia, com sede em Oslo, reportou EBTIDA ajustado de US$ 896 milhões, avanço de 40% ante o mesmo período do ano anterior e acima da previsão de US$ 807 milhões. A receita cresceu 17% no trimestre.
As ações chegaram a subir 5,6% em Oslo, antes de refletirem parte dos ganhos. A Yara informou que combina maior demanda com preços mais altos para sustentar o ganho de lucratividade diante do ambiente volátil.
Desempenho por região e impactos operacionais
Operações na Europa e nas Américas mostraram aumento de lucro de cerca de 50% em comparação ao 1º tri de 2025. Já África e Ásia registraram quedas em lucros no período.
Conforme o presidente e CEO Svein Tore Holsether, a empresa utiliza um modelo global para otimizar operações em um cenário de volatilidade de preços e demanda, mantendo foco em eficiência.
Perspectivas e estratégias
A Yara informou que está avaliando formas de diversificar a exposição à energia para conter os custos de carbono. Entre as iniciativas, destaca-se o desenvolvimento conjunto de projetos de amônia com a Air Products & Chemicals.
A empresa sinalizou que a decisão final de investimento sobre esses projetos deve sair até meados de 2026, mantendo o ritmo de avaliação de oportunidades para mitigação de impactos de choque na cadeia de suprimentos.
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