Brasil importou 88% dos fertilizantes usados em 2025, alcançando 45,5 milhões de toneladas. Dados mostram que quase metade desse volume veio de países em guerra ou instáveis politicamente, elevando a vulnerabilidade do setor agrícola nacional.
A dependência ocorre em um momento de pressão de preço e oferta global. O cenário geopolítico, com conflitos no Oriente Médio e sanções a grandes produtores, impacta diretamente o custo dos insumos para o agronegócio brasileiro.
O levantamento aponta que o Brasil, pese a posição de grande produtor, não produz a maior parte dos adubos de que necessita. A alta dependência externa se traduz em variações de preço e riscos de continuidade do abastecimento.
A pesquisa destaca a importância de diversificar fornecedores e ampliar a capacidade de produção interna. O estudo também relaciona esse gargalo a custos de produção e possível pressão futura sobre os preços dos alimentos.
Dependência por tipo de fertilizante
- POTÁSSIO: o Brasil produz apenas 4% do que consome e importa 96% de potássio, principalmente cloreto de potássio. Países como Canadá, Rússia e Bielorrússia são importantes fornecedores.
- NITROGÊNIO: a dependência é de 95%. A ureia é quase toda importada, com produção nacional limitada por custos de gás natural.
- FÓSFORO: dependência em torno de 72%. Reservas nacionais são exploradas, com projetos como Itataia em destaque, além de operações como a EuroChem em MG voltadas ao mercado interno.
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