O dólar fechou o dia em R$ 4,9824, após ter passado de R$ 5 pela manhã. A mudança ocorreu com a inflação sob controle e apoio de fatores técnicos de fim de mês, o que ajudou a recuar no período da tarde.
O real se manteve estável durante boa parte do pregão, beneficiado pela manutenção dos preços do petróleo em níveis elevados e pela expectativa de cortes na taxa Selic. Operadores destacaram apetite renovado por câmbio na segunda etapa de negócios.
Na Vale da manhã, o dólar chegou a R$ 5,00, mas recuou para a marca observada no fechamento. Técnicas de rolagem de posições no mercado futuro também teriam contribuído para a volatilidade de curto prazo.
Influência do petróleo e da política monetária
O Brent, referência de preços para importações brasileiras, avançou para US$ 104,40 o barril, com a continuidade de fluxos pelo estreito de Ormuz. Analistas apontam que o cenário externo reduz a aversão ao risco, favorecendo o real.
O Copom é aguardado para anunciar, ainda nesta semana, o segundo corte da Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50%. A comunicação deve manter a cautela na calibração da política monetária, segundo especialistas.
Perspectivas e riscos
O dólar pode oscilar para R$ 4,90 ou até R$ 4,80 nos próximos dias, dependendo de avanços geopolíticos e de indicadores locais. O índice DXY registra leve alta no fim da tarde, mas o câmbio brasileiro mantém desempenho favorável em abril.
Citi ressalta que parte da valorização do real ocorreu com o petróleo em alta e menor aversão ao risco, apesar de riscos externos persistirem. A instituição projeta dólar em torno de R$ 5,35 até o fim de 2026.
Entre na conversa da comunidade