O Federal Reserve (Fed) não pode influenciar as taxas de juros globais de forma significativa. Segundo a análise, para impactar o cenário mundial, o patrimônio líquido do Fed precisaria representar uma parte relevante dos ativos reais do planeta.
Atualmente, os ativos líquidos do Fed somam cerca de US$ 5,75 trilhões. Esse montante corresponde a aproximadamente 0,25% dos ativos reais mundiais, de acordo com a avaliação citada.
A reportagem destaca que a renda mundial está estimada em US$ 125 trilhões por ano. Desse total, o Brasil responde por US$ 2,12 trilhões e os EUA, US$ 32 trilhões, como retorno anual sobre ativos globais.
Com esse patamar, a taxa de juros real global fica em torno de 5%. A soma dos ativos que geram esse retorno seria, portanto, cerca de US$ 2.500 trilhões.
O texto aponta uma analogia: para influenciar a taxa de juros, o patrimônio do Fed precisaria ser grande o suficiente para alterar o equilíbrio de ativos no mundo. O resultado sugere que, na prática, o Fed não controla as taxas internacionais.
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