O barril de Brent subiu 1,4% e atingiu 109 dólares, o maior nível em três semanas. O mercado permaneceu estável diante de avanços limitados na reabertura do estreito de Ormuz, principal ponto de passagem de petróleo. A Casa Branca informou que revisa a última proposta de Irã, mas o governo não ficou satisfeito, pois não aborda o programa nuclear. O conflito já dura dois meses e o fornecimento pela rota é restrito.
Futuros nos EUA registraram leve alta, enquanto o EuroStoxx 50 aponta ganhos moderados na abertura europeia. Na Ásia, o MSCI All Country ex-Japão cede 0,2%, com China e Nikkei pressionados por vendas.
O Banco do Japão manteve as taxas estáveis, conforme esperado, mas advertiu sobre desaceleração do crescimento e inflação pressionada pela guerra no Oriente Médio. A ata reforça o cenário de atenção aos próximos movimentos de política monetária global.
Perspectivas macro
Nesta semana, o foco passa para as decisões de Fed, BoE e BCE, após o anúncio do BoJ. Espera-se manutenção de juros, com atenção aos comentários sobre inflação. O euro operava estável, em torno de 1,1716 dólar.
A guerra elevou os preços do petróleo e a inflação, ampliando preocupações sobre o crescimento global. O estreito de Ormuz continua a ser visto como risco-chave para o abastecimento mundial de energia, mantendo o patamar acima de 100 dólares.
Resultados esperados de tecnologia
Investidores acompanham os resultados de Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Apple ainda nesta semana. Analistas veem testes sobre a orientação de IA no mercado e o impacto real nas margens das empresas. A leitura de gestores indica que dados de faturamento podem guiar o humor de ações.
A avaliação de Anthony Saglimbene reforça que eventos geopolíticos seguem como variável relevante na gestão de risco. Enquanto o mercado de ações mostra otimismo, os mercados de bônus e petróleo mantêm sinais mais cautelosos.
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