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Bradesco BBI rebaixa recomendação e corta preço-alvo da Hapvida para R$14

Bradesco BBI rebaixa Hapvida a neutra e corta o preço-alvo para R$ 14 até fim de 2026, citando resultados fracos, visibilidade baixa e valuation elevado

Foto: Divulgação/ Hapvida NotreDame
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O Bradesco BBI rebaixou a recomendação de Hapvida (HAPV3) de compra para neutra nesta quinta-feira. O preço-alvo foi reduzido de R$ 19 para R$ 14 para o fim de 2026, indicando potencial de alta de 19,1% sobre o último fechamento.

Na véspera, as ações fecharam em R$ 11,75. Hoje, por volta de 12h, caíam 1,53%, a R$ 11,57, entre as maiores quedas do Ibovespa. No acumulado deste ano, o papel acumula queda de 21,5%. Mudanças na gestão e movimentos da família fundadora pesam sobre o papel.

Pressão nos resultados e valuation elevado

Os analistas Márcio Osako e Larissa Monte apontam três fatores para a revisão: resultados fracos, baixa visibilidade e valuation esticado no curto prazo. A Hapvida negocia perto de 20 vezes P/L para 2026, acima do registrado pela Rede D’Or, em cerca de 16 vezes.

A alavancagem também preocupa. A dívida líquida soma 2,4 vezes o EBITDA. Segundo o banco, cada variação de 1 ponto percentual na margem pode impactar cerca de R$ 7 no preço-alvo.

O que esperar do 1T26

O BBI projeta melhoria gradual da sinistralidade e da margem Ebitda no primeiro trimestre, mas a base anual permanece pressionada. A Hapvida deve registrar queima de caixa de R$ 65 milhões, vinculada a um acordo de R$ 200 milhões com o vendedor da NotreDame Intermédica.

O banco também estima queda líquida de 70 mil beneficiários entre janeiro e março, o que contribui para o cenário de curto prazo.

Recuperação mais lenta à frente

Para 2026, o BBI prevê alta de 8,5% na margem Ebitda, subindo para 9,4% em 2027. Ainda assim, a recuperação deve ocorrer de forma gradual, sem alavancagem operacional expressiva, com crescimento de receitas moderado e resposta mais lenta a iniciativas comerciais no Sudeste.

Visão para o setor

O BBI mantém recomendação de compra para Rede D’Or (RDOR3) e Mater Dei (MATD3), citando melhor momento operacional. A instituição também vê viabilidade positiva para Dasa (DASA3) no curto prazo. Por outro lado, permanece cautelosa com Oncoclínicas (ONCO3) e Qualicorp (QUAL3) devido a desafios operacionais e de crescimento.

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