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Ibovespa sobe e dólar cai após rejeição de Messias pelo STF

Mercado reage à rejeição de Messias ao STF; Ibovespa avança e dólar recua, sinalizando fraqueza do governo e maior protagonismo do Congresso

Advogado-geral da União, Jorge Messias, teve seu nome rejeitado no Senado para vaga no STF
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A rejeição do nome de Jorge Messias ao STF, com 42 votos a 34 no Senado, ocorreu na quarta-feira (29) e já repercute nos mercados. Na tarde desta quinta (30), o Ibovespa operava em alta, aos 187.167 pontos, e o dólar recuava para 4,96 reais.

Analistas sustentam que o resultado aponta fragilidade da articulação entre Executivo e Legislativo, influenciando a percepção sobre o governo. O mercado interpretou a derrota como sinal de menor força política e de maior espaço para contenção de gastos.

Para aprovar Messias no STF seriam necessários 41 votos. O governo estimava cerca de 45 apoios, enquanto a oposição indicava pelo menos 30 votos contrários. A votação secreta manteve o resultado indefinido até o fim.

Segundo Wellington Depaoli, da Manchester Assessoria, o episódio evidencia dificuldade de articulação política do Planalto com o Senado, não apenas o mérito do nome indicado. O recado, na leitura dele, está no equilíbrio de forças entre os poderes.

Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, ressalta que a alta da bolsa não depende exclusivamente do tema. O mercado vivia uma fase de ajuste técnico após máximas recentes e também reagiu a fatores externos, como a volatilidade no petróleo.

O petróleo voltou a ficar acima de 100 dólares o barril, elevando preocupações com inflação global e reduzindo espaço para cortes de juros. Em paralelo, houve fluxos internacionais de reallocação, com saída de ações de tecnologia e entrada em emergentes, beneficiando o Brasil.

No curto prazo, operadores observam sinais de negociação envolvendo o Estreito de Ormuz que ajudaram a melhorar o humor externo. Doméstico, a derrota do governo fortalece a leitura de ganho de protagonismo do Legislativo.

Apesar da leitura positiva, o movimento é avaliado como técnico por Moliterno. A tendência aponta para uma correção, com a percepção de que o Congresso pode assumir maior influência sobre a pauta fiscal. A visão prevalente é de equilíbrio entre fatores internos e externos.

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