O Copom, órgão responsável pela política monetária no Brasil, reduziu a taxa Selic de 14,75% para 14,50% nesta semana, mantendo a cautela. A decisão acompanha a inflação ainda acima da meta e a resiliência do mercado de trabalho.
O comitê explicou que o cenário global, com conflitos no petróleo, influencia as expectativas de preços. A decisão também considera a necessidade de manter o equilíbrio entre arrefecer a inflação e não frear o crescimento.
No exterior, o Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao considerar o ritmo da atividade econômica, o nível de emprego e a inflação. O presidente do Fed, Jerome Powell, encerra seu mandato presencial, mas permanece como diretor, sem sinal de alívio acelerado.
Contexto internacional
A manutenção dos juros pelo Fed reflete um quadro de demanda robusta e incerteza geopolítica, que alimenta volatilidade nos mercados. No Brasil, a combinação de contas públicas incertas e condições financeiras futuras ajuda a sustentar juros elevados.
Isso explica parte da persistência de juros altos no Brasil, mesmo diante de cortes moderados. A situação internacional e a memória de episódios anteriores moldam expectativas sobre a trajetória da política macroeconômica brasileira.
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