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Setor público consolidado registra déficit primário de R$ 80,676 bi em março

Deficit primário do setor público chega a R$ 80,676 bilhões em março, impulsionado pelo governo central e por precatórios, elevando o déficitNos 12 meses

— Foto: Daniel Dan/Unsplash
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O setor público consolidado fechou março com déficit primário de R$ 80,676 bilhões. O governo central registrou déficit de R$ 74,813 bilhões, e estados e municípios somaram R$ 5,394 bilhões. As estatais tiveram déficit de R$ 469 milhões.

Os números, divulgados pelo Banco Central, não incluem Petrobras nem bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa. Em março de 2025, o déficit primário havia sido de R$ 13,588 bilhões, mostra a evolução mensal.

Nos 12 meses até março, o déficit primário foi de R$ 137,107 bilhões, equivalente a 1,06% do PIB. Nos 12 meses até fevereiro, o déficit ficava em 0,41% do PIB. A comparação mostra piora em relação ao mês anterior.

Em termos nominais, o setor público consolidado registrou déficit de R$ 199,539 bilhões em março. AConta de juros somou R$ 118,862 bilhões, contribuindo para o resultado.

Desdobramentos e análise

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, explicou em coletiva que o déficit de março decorreu principalmente do pagamento de precatórios, próximo a R$ 68 bilhões. Em 2025, esse pagamento ocorreu em julho.

No critério nominal, a despesa com juros elevou o déficit para o nível citado. O indicador acumulado em 12 meses até março leva em conta pagamentos de 2025 e 2026, conforme a divulgação do BC.

O conjunto de entidades incluídas na conta abrange governo central, estados, municípios e estatais, mas continua excluindo Petrobras e bancos estatais, conforme as regras da apuração.

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