O acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor de forma provisória nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, com a promessa de abrir oportunidades para produtores brasileiros e europeus. A garantia ocorre após décadas de negociações.
O pacto prevê a redução gradual de tarifas entre as duas regiões e estabelece regras comerciais mais previsíveis. A CNA destaca que o acordo é o maior já fechado pelo Mercosul e muda a relação do Brasil com a UE.
Para a CNA, os impactos no agronegócio são significativos: há abertura de mercados e, ao mesmo tempo, maior concorrência para produtores locais. A organização aponta a necessidade de adaptação para enfrentar produtos europeus.
O MAPA apresenta avaliação semelhante: a redução tarifária deve tornar os produtos brasileiros mais competitivos na Europa. Também afirma que a demanda europeia pode elevar a qualidade da oferta brasileira.
Dados do MAPA indicam que o Brasil foi, em 2024, o terceiro maior exportador agrícola do mundo e o principal fornecedor para a UE. Em 2025, as vendas para a UE somaram US$ 21,8 bilhões, 44% da pauta externa do país. O agronegócio brasileiro totalizou US$ 25,2 bilhões.
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