O governo da Bolívia aposta no turismo para impulsionar a economia, buscando diversificar a matriz produtiva. A meta é elevar a demanda externa e a renda do setor, com o turismo recebendo atenção equivalente a setores tradicionais como mineração.
A administração de Luis Arce, substituída pela gestão atual, manteve o impulso iniciado após a mudança de governo. O objetivo é aumentar a entrada de visitantes estrangeiros para 2,6 milhões e gerar US$ 3 bilhões em receita até 2030, elevando a participação do turismo no PIB de 5% para 7%.
O país tem como atrativos o Salar de Uyuni, montanhas, florestas tropicais e sítios históricos que remontam a assentamentos incas e a cidades missionárias jesuítas. Também destaca a velha mina de prata que ainda está em operação há 500 anos.
Para 2023, o turismo movimentou US$ 854 milhões e recebeu cerca de 1,1 milhão de visitantes estrangeiros, segundo dados oficiais. A projeção é de crescimento gradual com políticas de incentivo ao setor.
Desafios e estratégias
O governo elevou o turismo a ministério pleno e promete uma política de céus abertos para melhorar conectividade. Além disso, negocia com a Aecon Group para ampliar o aeroporto de Santa Cruz e transformá-lo em um centro regional.
Analistas alertam que o desenvolvimento depende de investimentos em infraestrutura hoteleira e transporte, além de ampliar a conectividade aérea, maior desafio atual. O setor aéreo é visto como gargalo importante para aumentar o fluxo de passageiros.
O vice-ministério do Turismo ressalta que as mudanças podem levar tempo, mas o governo acredita que, ao abrir voos e melhorar serviços, o turismo pode se tornar solução rápida para a economia. O foco permanece na diversificação econômica.
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