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Brasil pretende ampliar vendas à UE, dizem empresários e produtores

Mercosul-Uniao Europeia entra em vigor provisoriamente; Brasil se prepara para ampliar exportações, com isenções imediatas para frutas e outros itens e cotas para o restante, em dez anos

Empresários e produtores brasileiros prontos para aumentar as vendas para a União Europeia — Foto: Reprodução/TV Globo
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Empresários e produtores brasileiros já atuavam para ampliar as vendas para a União Europeia diante do acordo entre Mercosul e UE, que entrou em vigor de forma provisória nesta sexta-feira (1º). O texto prevê tarifas zeradas para alguns produtos, sob regime de cotas para outros, e salvaguardas para evitar pressões excessivas no comércio. A expectativa é de que a medida impulsione exportações brasileiras.

O acordo entrará em vigor de maneira gradual, com grande parte das vantagens implementadas ao longo de dez anos. Entre os itens com isenção imediata de tarifas estão frutas como abacate, limão, melancia e maçã, além de açúcar, etanol industrial, arroz, milho e mel, com limites de cotas de importação. Produtos como máquinas, equipamentos para construção, indústria e têxteis também aparecem entre os beneficiados.

Com as regras vigentes, a atuação de empresários já se reorganiza. Em Guarulhos (SP), uma indústria de autopeças trabalha com média de crescimento de dois dígitos ao ano no mercado interno e nas exportações para o Mercosul; no entanto, o novo acordo pode manter tarifas por mais tempo para alguns setores. A expectativa é de que as novas condições permitam planejar estratégias de entrada no mercado europeu.

Especialistas avaliam que, embora haja ganhos, a política de salvaguardas e cotas pode limitar aumentos abruptos no comércio. Leandro Gilio, economista do Insper Agro Global, ressalta que o acordo envolve 30 países e pode ter impactos limitados, porém é relevante pela escala. A visão é de que a integração comercial tende a favorecer o crescimento regional, ainda que haja desafios competitivos.

Indústria de autopeças de uma empresa familiar destaca a possibilidade de explorar nichos com diferenciação técnica. A executiva Simone de Azevedo Franzo afirma que o primeiro passo é entender o novo cenário e buscar produtos específicos para competir com fornecedores globais. A percepção é de que o acordo abre caminhos, ainda que exija adaptação.

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