Ignis, empresa de renováveis liderada por Antonio Sieira, informou planos de saída à Bolsa com avaliação de cerca de 1 bilhão de euros. Morgan Stanley ingressa como assessor, ao lado de Citi e Santander, para estruturar o plano de negócio. A janela de estreia deve começar em setembro.
A companhia já trabalha na construção de uma carteira de desenvolvimento de 30 gigawatts. O objetivo é apresentar aos investidores uma estratégia de crescimento e propor uma ampliação de capital combinada com venda de ações pelos atuais acionistas.
Mercado de energia enfrenta linha de corte: preços baixos prejudicam avaliações de projetos, mesmo com parques já prontos para construção. Ignis destaca diversificação internacional e um modelo integrado, com operações próprias e gestão de ativos de terceiros.
Estrutura de negócios e histórico
A empresa opera com plantações em operação e construção na Espanha, além de ativos de geração e gestão no exterior. Em 2024, registrou 367 megavatios fotovoltaicos em operação e 300 megavatios térmicos, mais 10 gigawatts sob gestão.
A participação de controle no capital é de 67,3%, entre o presidente, fundadores e diretores. Em 2022, a Vortex Energy — braço de renováveis do grupo EFG Holding — adquiriu 25% da Ignis, avaliando a companhia perto de 900 milhões de euros.
Contexto de captação e mercado
A saída a bolsa busca oferecer liquidez para a participação da Vortex, segundo fontes da banca, ainda que o cenário atual seja desfavorável para ofertas públicas de renováveis. O setor espanhol soma 52 gigawatts operacionais e 53 gigawatts com permissão de conexão.
Ignis já firmou parceria com a gestora americana KKR para a plataforma Power-to-X, com foco em hidrogênio e amônia verde. Em março, a empresa vendeu a divisão de fornecimento de energia a pymes para a Engie.
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