A Toyota deve divulgar, na próxima semana, a quarta queda trimestral consecutiva de seu lucro operacional. O grupo prevê lucro de 813 bilhões de ienes no trimestre de janeiro a março, ante 1,11 trilhão no mesmo período do ano anterior, refletindo aumentos de custos. A demanda segue firme, especialmente por veículos híbridos.
O resultado previsto representa queda de 27% ante o ano anterior. Se confirmado, o lucro operacional anual ficará em torno de 4 trilhões de ienes, o patamar mais baixo em três anos, apesar da continuidade de produção e vendas elevadas globalmente.
Analistas apontam que o aumento de custos com materiais e mão de obra, além das tarifas de importação dos EUA, combinados com altas de matérias-primas ligadas a conflitos geopolíticos, pressionam os retornos da fabricante japonesa.
A empresa espera manter, porém, condições favoráveis em mercados-chave como os Estados Unidos, onde híbridos de maior margem colaboram para a sustentabilidade dos lucros ao longo do ano fiscal recém-iniciado.
Impacto no Oriente Médio
A região continua a balancear interrupções de fornecimento com demanda por modelos de maior margem. O petróleo, o gás e o alumínio pressionam custos para a cadeia global, com possíveis efeitos atrasados sobre a produção.
Especialistas ressaltam que, caso o conflito no Oriente Médio persista, os preços de insumos como alumínio devem se manter elevados e elevar custos das montadoras ao longo do ano fiscal que começou em 1º de abril.
A Toyota informou queda de quase um terço nas vendas na região em março, contribuindo para a segunda queda mensal consecutiva das vendas globais. A demanda regional, embora pequena, é relevante para modelos de maior valor agregado.
Expectativas para o relatório
O novo CEO, Kenta Kon, deverá abordar os números no dia 8 de maio, quando a empresa divulgará o relatório completo. Kon assume em meio a movimentos estratégicos, como a privatização da Toyota Industries, concluída em março após resistência de investidores.
Analistas apontam que o comportamento da demanda norte-americana e a precificação de insumos serão decisivos para as orientações futuras. A incerteza sobre custos de materiais pode limitar a recuperação de margens.
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