Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, viu suas receitas com royalties do petróleo recuarem 58% entre 2014, ano de pico, e 2025, segundo levantamento da Tendências com dados do RREO. A queda acompanha a retração de preços internacionais e a maturidade dos campos da região.
Entre 2015 e 2016, os recuos ficaram mais acentuados, chegando a 40% e 37%, respectivamente. Apesar disso, o município ainda recebe mais de 1 bilhão de reais por ano, mesmo com a redução contínua das transferências.
A conclusão de especialistas é de que Campos não aproveitou a expansão de royalties para diversificar a economia local. Pesquisadores apontam que houve falha em planejar políticas para sustentar renda após o fim das receitas petrolíferas.
A parcela de receitas vindas do petróleo caiu de 72% em 2014 para 46% hoje. Em função da queda de repasses, houve cortes de orçamento em áreas como segurança pública, cultura, saneamento, assistência social e esporte.
Para os pesquisadores, um erro comum foi investir em ações de consumo e entretenimento, sem criar bases para indústrias novas. O estudo aponta falta de um planejamento estratégico e de um fundo industrial com prioridade clara.
Além do atraso na diversificação, o relatório aponta que o fundo criado entre 2002 e 2013 destinou quase 775 milhões de reais a projetos do setor sucroalcooleiro, sem resultar em uma indústria estável na cidade.
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