O BNDES registrou lucro recorrente de 3,1 bilhões de reais no 1º trimestre de 2026, alta de 17% frente ao mesmo período de 2025. Os resultados foram anunciados pela diretoria nesta terça-feira, em São Paulo, durante a divulgação dos dados financeiros e operacionais. O lucro recorrente exclui ganhos extraordinários, como venda de ações e dividendos.
No período, os ativos totais atingiram 995 bilhões de reais, o maior valor nominal já registrado pelo banco. A carteira de crédito somou 678,2 bilhões de reais, com alta anual de 14% e o maior nível desde 2016. Desembolsos no trimestre somaram 36,2 bilhões, aumento de 44% ante 2025.
A casa registrou ainda aprovações de 45,7 bilhões de reais no 1º trimestre de 2026, crescimento de 37% frente ao mesmo período do ano anterior. As consultas, etapa inicial para obtenção de crédito, alcançaram 84,4 bilhões, alta de 65%.
Desempenho por setor
Na comparação trimestral, o setor industrial teve o maior avanço de desembolsos, com alta de 67% entre 2025 e 2026. Em seguida ficou infraestrutura, com crescimento de 51% (13,4 bilhões) e agropecuária, com 40% (9,1 bilhões).
Crédito ao setor público
Em coletiva, o diretor financeiro Alexandre Abreu afirmou que o crédito concedido ao setor público, incluindo Estados e municípios, somou 41 bilhões de reais entre 2023 e 2026. O montante representa crescimento expressivo frente aos 5,5 bilhões de 2019-2022.
Abreu destacou que a média anual de aprovações para o setor público foi de 12,6 bilhões entre 2023 e o primeiro trimestre de 2026, ante 1,4 bilhão no período 2019-2022. Segundo ele, é a primeira vez que o banco apresenta esses números.
A inadimplência de 90 dias do BNDES ficou em 0,46% de janeiro a março de 2026, conforme o diretor, muito abaixo da média do sistema financeiro nacional, de 4,33%.
Entre na conversa da comunidade