O gestor da Fidelity International, Mike Riddell, apostou contra a visão de que a inflação global iria recuar. Sua aposta contrária prevê inflação mais alta daqui para frente, e ela vem se valorizando à medida que o cenário de juros e preços pressiona o mercado de títulos.
Há meses, ele adquiriu swaps de inflação nos EUA e no Reino Unido, atuando como proteção contra inflação superior ao esperado. A estratégia ganhou impulso mesmo antes de o Irã acender o gatilho para o petróleo ultrapassar US$ 100 por barril, apontam dados da Bloomberg.
Segundo as informações da Bloomberg, a aposta de Riddell tem ajudado os retornos de dois fundos de bonds estratégicos da Fidelity a superar mais de 90% de seus pares no período analisado.
A leitura central é que a inflação representa um risco que o mercado de títulos subestimava, ainda antes do recente choque geopolítico que elevou o preço do petróleo. A posição de swaps funciona como hedge para cenários de alta de juros.
Conforme o desempenho dos fundos evoluiu, a estratégia de inflação tornou-se o principal pilar da gestão, segundo dados citados pela Bloomberg. A Fidelity não comentou detalhes adicionais.
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