O Morgan Stanley projeta que o Ibovespa pode alcançar 240 mil pontos até o fim de 2026, implicando um ganho de aproximadamente 34,6% frente ao fechamento de 14 de maio, quando o índice ficou em 178.365,86 pontos. A leitura aparece em relatório divulgado na última terça-feira, 12, e reforça otimismo com ações de mercados emergentes, especialmente na América Latina.
Apesar do viés positivo, os analistas destacam cautela de curto prazo. A elevated price do petróleo pode frear o afrouxamento das condições financeiras e impactar o crescimento econômico, segundo o banco. A recomendação é de compra para Brasil e Argentina, citando pares no ritmo de recuperação.
Cenário para a América Latina: defensividade e petróleo
A equipe do Morgan Stanley destaca que a região tende a comportamento defensivo em cenários de petróleo mais caro, tendência que pode se intensificar com o aumento das exportações brasileiras de petróleo e com a ampliação da produção na Argentina. Analistas indicam que esse contexto favorece a visão de investimento em países da área.
Investidores globais de mercados emergentes já concentraram compras em ações brasileiras, com fluxo recorde de 2,3% do portfólio global até março. No entanto, o relatório observa que a continuidade da fraqueza do dólar pode sustentar entradas, desde que haja suporte de condições financeiras locais.
Caminho para o próximo rali
Segundo o Morgan Stanley, o próximo movimento significativo da bolsa dependerá de contribuições de capital local ou, alternativamente, de fundos globais de ações que elevem exposição à América Latina. O documento aponta que a resolução ou desescalada do conflito no Irã pode impulsionar esse último grupo.
Conclui-se que, mesmo diante de riscos, o Ibovespa deve encerrar 2026 cotado em 240 mil pontos, com a projeção de alta de 34,6% frente aos níveis atuais. A expectativa reflete cenários de demanda por commodities, ajustes monetários regionais e fluxos de investimento estrangeiro.
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