O preço das passagens de ônibus de viagens rodoviárias tem ficado acima da inflação nos últimos anos. A alta está ligada ao aumento do petróleo e à pressão provocada pela guerra no Oriente Médio, que eleva o custo do diesel, principal insumo das empresas do setor.
Nayara Custódio, técnica de enfermagem que viaja de Santos para São Paulo a cada 15 dias a trabalho, relata que o preço pago no início do ano era próximo de R$ 41 a R$ 42; hoje a tarifa chegou a R$ 51,90. O movimento reflete um reajuste que já dura vários exercícios.
Fatores que pesam nos preços
Um índice criado por uma plataforma de venda de passagens, em parceria com a Fipe, aponta alta superior à inflação nos últimos nove anos, com crescimento acima de 60%. A inflação do período ficou próxima de 55%. O acréscimo coincide com o impacto do conflito na região, que pressiona o custo do diesel.
Segundo o setor, o combustível representa entre 25% e 35% dos custos operacionais das empresas de ônibus. Em abril, as viagens de ônibus ficaram 7,5% mais caras em relação a abril do ano anterior, apontou o levantamento citado.
Panorama do transporte de passageiros
O Brasil recebe cerca de 160 milhões de passageiros por ano em viagens de ônibus. Com os reajustes, parte dos usuários tem reduzido a frequência de viagens, o que pode afetar a demanda no curto prazo. A depender das condições globais, novos reajustes podem surgir para recompor margens das empresas.
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