O Tesouro Direto voltou a subir, com o prefixado 2029 passando de 13,94% para 14,13% por volta das 15h. Os títulos atrelados à inflação seguem em movimento, com o IPCA+ 2032 em 7,83%. O cenário aponta para aversão ao risco e maior demanda por proteção.
O impulso externo vem da cotação do petróleo Brent, que alcançou US$ 110 o barril. A falta de acordo diplomático entre Estados Unidos e Irã sobre a livre circulação no Estreito de Ormuz aumenta a pressão pesada sobre os preços de commodities e, por consequência, sobre a renda fixa.
No Brasil, o ambiente doméstico amplifica a volatilidade. Desdobramentos envolvendo as figuras Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro alimentaram o nervosismo entre agentes financeiros, contribuindo para a inclinação dos juros.
Contexto externo
A escalada no preço do Brent reflete incertezas geopolíticas que pressionam mercados globais. Investidores têm buscado proteção em ativos considerados mais seguros, elevando a demanda por títulos públicos no curto e médio prazo.
Cenário interno
Especialistas apontam que a percepção de instabilidade política local pode reduzir a avaliação de risco de ativos domésticos. Em função disso, curvas de juros refletem ajuste de posições e novas avaliações de risco soberano.
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