O regime chinês anunciou neste sábado 16 que concordou em reduzir tarifas sobre “produtos relevantes” em parceria com os Estados Unidos, dentro de um acordo preliminar para ampliar o comércio bilateral. O anúncio ocorreu após o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping em Pequim, com pautas de comércio, guerras e Taiwan em debate.
O Ministério do Comércio da China disse que não informou quais itens entram na redução nem o cronograma de implementação. Segundo o Global Times, Pequim e Washington também devem criar um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimentos para tratar de disputas tarifárias, investimentos e outras questões econômicas.
Um pacote de medidas para o setor agrícola também faz parte do acordo preliminar. A China afirma que haverá remoção de barreiras e maior acesso de produtos agrícolas aos mercados dos dois países. A China pediu que os EUA atuem para resolver restrições a laticínios e frutos do mar, além de reconhecer Shandong como zona livre de gripe aviária.
A China também disse que avançará em demandas americanas envolvendo exportações de carne bovina e de frango para o mercado chinês. Segundo a Anadolu, foram confirmados entendimentos para compra de aeronaves americanas, bem como fornecimento de motores e componentes aeronáuticos. Trump mencionou a possibilidade de aquisição de aeronaves e motores, sem números oficiais divulgados pela China.
Para referência, a CNBC informou que as tarifas entre os dois países continuam elevadas após o preço elevado de anos de guerra comercial. As tarifas médias dos EUA sobre produtos chineses chegam a 47,5%, e as chinesas sobre bens americanos somam 31,9%. O Ministério do Comércio destacou que os detalhes ainda estão sendo discutidos e que as conversas seguem para finalizar os entendimentos anunciados.
Durante a visita, Trump convidou Xi para uma visita oficial aos EUA ainda neste ano. Autoridades chinesas disseram que o convite foi aceito e que a viagem deve ocorrer até o fim do ano.
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