O dólar continua a se fortalecer globalmente, pressionando moedas da América Latina. O movimento ocorreu na sexta-feira (15), com o Real pesado e o peso chileno entre as maiores quedas entre as moedas emergentes. Fatores influentes incluem juros nos EUA, preço do petróleo e aversão a riscos.
O índice DXY teve alta semanal de 1,41%, o melhor desempenho desde março. Entre as moedas latino-americanas, o peso chileno caiu 1,59% e o real recuou 1,46%. O peso mexicano caiu 0,68%, enquanto o peso colombiano e o sol peruano registraram queda também.
Pressões externas e riscos geopolíticos
A BBVA FX Strategy aponta que a combinação de preços baixos de energia, incerteza geopolítica e a resiliência da economia norte-americana sustenta a valorização do dólar. A volatilidade do real também acompanha o ciclo eleitoral e preocupações fiscais locais, segundo analistas.
No Chile, a moeda registrou a maior perda entre as principais da região, influenciada por fatores externos e o ambiente político. Em relação ao Peru, o Banco Central manteve a taxa de juros em 4,25% pelo oitavo mês, mas o efeito sobre o câmbio é considerado limitado.
Perspectivas para câmbio e política monetária
O mercado acompanha o posicionamento do Federal Reserve, com fala de líderes ressaltando a inflação como risco central. A probabilidade de novos ajustes de juros nos EUA permanece no radar dos investidores, influenciando o fluxo de recursos para ativos emergentes.
A ebulição de fatores como o preço do petróleo e o cobre, além de tensões no Oriente Médio, continua a ditar movimentos cambiais na região. O comportamento do dólar deve seguir dependente dessas variáveis e de eventos políticos locais.
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