O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,5%, aos 610,17 pontos, recuperando parte das perdas da sessão anterior. O movimento ocorreu mesmo com o foco dos investidores nos desdobramentos do Oriente Médio e na inflação pressionada pelos preços do petróleo.
Apesar da alta, houve apreensão com o impacto inflacionário da elevação de preços de energia e seu efeito sobre o crescimento global. O conturbado cenário geopolítico alimentou dúvidas sobre a demanda e a política monetária.
As apostas de novas altas de juros por bancos centrais ampliaram a pressão sobre os títulos. O rendimento do Bund alemão de 10 anos atingiu patamar elevado, sinalizando possível aumento de pelo menos 50 pontos-base nas taxas do BCE até o fim do ano.
Ipek Ozkardeskaya, analista do Swissquote Bank, apontou que a inflação tende a subir diante da disparada energética e da estagnação de avanços no Estreito de Ormuz, com reservas globais de petróleo em queda.
Desempenho por praças
Em Londres, o FTSE 100 subiu 1,26%, para 10.323,75 pontos, acompanhando a tendência de alta na região.
Em Frankfurt, o DAX avançou 1,49%, aos 24.307,92 pontos, impulsionado pela percepção de aperto monetário.
Em Paris, o CAC-40 teve alta de 0,44%, a 7.987,49 pontos, refletindo o cenário de incerteza econômica.
Em Milão, o Ftse/Mib caiu 0,91%, fechando em 48.669,05 pontos, repetindo a pressão de setores sensíveis à energia.
Em Madrid, o Ibex-35 avançou 0,75%, para 17.755,10 pontos, com ganhos moderados.
Em Lisboa, o PSI20 subiu 1,21%, a 9.142,55 pontos, acompanhando o tom positivo da sessão.
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