O Ibovespa abriu a segunda-feira (18) em queda, acompanhando o tom negativo dos mercados globais. O recuo veio em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e ao aumento nos preços do petróleo, com o índice aos 176.304 pontos às 10h21, recuando 0,55%.
O ambiente externo segue marcado pela aversão ao risco, agravada por ataques com drones no Golfo Pérsico e pelo fechamento parcial do Estreito de Ormuz, rota crucial para o petróleo. Investidores acompanham ainda a reunião de ministros das Finanças do G7 em Paris e possíveis desdobramentos entre EUA e Irã. Em Wall Street, futuros de Dow, S&P 500 e Nasdaq operam em queda.
No Brasil, os operadores digerem dados econômicos divulgados pela manhã. O Boletim Focus elevou as projeções de inflação e da taxa Selic para 2026. O IGP-10 subiu 0,89% em maio e o IBC-Br indicou queda em março, embora mantenha expectativa de crescimento de 1,3% do PIB no 1º trimestre.
No exterior
O Ibovespa continua pressionado por fatores globais. A Petrobras figura entre as maiores quedas, influenciando o desempenho do índice, com ações caindo em alguns momentos acima de 2%. A Vale também opera em baixa, enquanto bancos apresentam resultado misto.
Desempenho setorial e câmbio
Entre setores, o desempenho é assimétrico: bancos mistos, varejo e parte da saúde registram ganhos, enquanto siderurgia aponta sinais variados. As petroleiras juniores acompanham parcialmente a piora do petróleo. No câmbio, o dólar comercial sobe para a faixa de R$ 5,01, e os juros futuros recuam ao longo da curva.
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