O petróleo abriu a semana em alta após ataques de drones contra a usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos. A medida elevou as tensões no Oriente Médio e inflou as expectativas sobre o andamento do conflito na região. O evento ocorreu nesta segunda-feira, no território dos Emirados, com impactos aparentes no mercado global de energia.
Os contratos futuros do Brent subiram para US$ 110,12 por barril, aumento de 0,79% frente ao fechamento anterior. O WTI avançou para US$ 106,31 por barril, após tocar US$ 108,70, patamar mais alto desde 30 de abril. O aperto vem diante da reanálise de riscos de fornecimento.
Analistas destacam que a semana começou com comentários beligerantes de EUA e Irã, além de ataques contínuos na região e apreensões de navios no Estreito de Ormuz. Segundo Tamas Varga, da PVM, o mercado ainda considera a possibilidade de interrupções na produção regional.
Análise regional
O Paquistão apresentou aos EUA uma proposta revisada para encerrar o conflito, segundo fontes, mas o processo de paz permanece sem avanço claro. Enquanto isso, aIEA aponta que estoques comerciais de petróleo caem rapidamente, restando apenas semanas de suprimentos.
Saúde das reservas também é tema de preocupação. Fatih Birol, chefe da IEA, afirmou que os estoques estão se esgotando em várias regiões, reforçando a necessidade de monitorar a evolução dos conflitos. Enquanto isso, a Arábia Saudita disse ter interceptado drones que entraram pelo espaço aéreo iraquiano e indicou que poderá responder a qualquer violação.
Autoridades dos Emirados informaram que investigam a origem do ataque à usina de Barakah e reiteraram o direito de defesa frente o que classificam como ataques terroristas. O governo dos Emirados e autoridades regionais ponderam possíveis desdobramentos e respostas.
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