O preço do petróleo voltou a subir nesta segunda-feira (18/5), diante do agravamento das tensões no Oriente Médio e da ausência de sinais de trégua entre EUA, Israel e Irã. O barril Brent chegou a US$ 111,99 na madrugada, atingindo o maior nível em quase duas semanas, antes de recuar ao longo do dia.
Pela manhã, a cotação ficava em torno de US$ 107,66. O avanço reflete incertezas sobre o estreito de Ormuz, passagem estratégica para cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente. Analistas destacam o risco de interrupções no abastecimento.
Desde o início do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã em 28 de fevereiro, o Brent acumula alta acima de 50%. O patamar atual amplia a volatilidade do mercado e as preocupações com o fluxo de óleo global.
Situação no estreito de Ormuz e negociações
No domingo (17), o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou a pressão sobre o Irã, afirmando que “o relógio está correndo” para um acordo de paz e que Teerã deve agir rapidamente. A declaração elevou a sensibilidade do mercado.
O Irã anunciou a criação de uma nova autoridade para administration do estreito, voltada a informações em tempo real sobre operações marítimas e segurança regional. O objetivo é aumentar a transparência na gestão da passagem.
Apesar da tensão, Teerã informou estar aberto a negociações com Washington sobre uma proposta de paz. Um dos principais entraves permanece o programa nuclear iraniano, com ênfase no enriquecimento de urânio. O governo disse que o tema não depende de autorização externa.
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