O início da semana no mercado brasileiro trouxe alívio para a inflação, com anúncios ainda sem indicadores internacionais relevantes. A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou o IG P-10 de maio, mostrando desaceleração de preços: 0,89%, frente a 2,94% em abril. O indicador acumula inflação de 1,46% no ano.
Entre as variações, houve queda nos preços de insumos e matérias-primas. O grupo Matérias-Primas Brutas subiu apenas 0,06% em maio, diante de alta de 7,01% em abril. O minério de ferro recuou 4,67%, e houve recuos em álcool anidro, cana-de-açúcar, café em grão e suínos, conforme a FGV.
Como ocorre toda segunda-feira, o Banco Central divulga o Relatório Focus, com projeções de inflação, câmbio, crescimento e juros. A publicação pode indicar novas revisões para o Copom, cuja reunião está marcada para 16 e 17 de junho. Na sexta-feira, 15, a probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual na Selic era de 63,5%.
Perspectivas
No cenário internacional, a ausência de indicadores relevantes desloca o foco para o conflito no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a mencionar o Irã em tom firme, o que aumenta a expectativa sobre desdobramentos regionais. Analistas destacam estoques de petróleo baixos e o Brent acima de US$ 110 o barril, influenciando o humor do mercado.
Os preços do petróleo influenciam a precificação de ativos no Brasil, incluindo ações da Petrobras. O início da semana marca, portanto, uma dualidade entre a recuperação de certos dados locais e a incerteza externa, com movimentos mornos nos mercados Asiático e Europeu.
Indicadores
- BRASIL: Relatório Focus
- Inflação / IGP-10 (Mai): observado 0,89%
- Anterior: 2,9%
- IBC-BR (Mar): anterior 0,60%
- ESTADOS UNIDOS: Indicadores relevantes ausentes no momento
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