Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil pode realocar fluxos do agro devido ao acordo EUA-China

Analistas veem Brasil ganhando espaço ao redirecionar exportações agro para fora da China caso acordo EUA-China priorize EUA, com soja e carne podendo deslocar fluxos

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com o presidente chinês, Xi Jinping, após uma visita ao Jardim Zhongnanhai em Pequim, China
0:00
Carregando...
0:00

O Brasil pode realocar fluxos de exportação do agronegócio frente a um possível acordo entre EUA e China, que ampliaria compras da China para além dos EUA. Analistas dizem que o país pode aproveitar brechas deixadas pelos norte-americanos em outros mercados, diante de uma estratégia china para diversificar fornecedores.

O acordo anunciado pela Casa Branca, ainda sem dados definitivos, levaria a uma maior demanda chinesa por soja, carne e outros produtos. Caso confirmadas as compras adicionais dos chineses, o rearranjo de fluxos ocorreria com a tentativa de evitar dependência excessiva de uma única origem.

A projeção é de que os EUA foquem embarques para a China, o que pode deslocar parte da demanda para o Brasil e outros produtores. A soja brasileira já responde por grande parte das exportações do setor ao exterior, com a China comprando cerca de 34,5 bilhões de dólares em 2025.

Soja e carne: cenários de deslocamento

Se a China confirmar novas compras de soja nos EUA, estimadas em pelo menos 25 milhões de toneladas, os fluxos podem se realocar. A Stag International aponta que isso deslocaria compradores de fora da China para o Brasil e outras origens, não aumentanto necessariamente o total exportado.

A China renovou licenças de exportação de carne bovina norte-americana, após encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. Mesmo assim, as nossas exportações de carne ao mercado chinês continuam sujeitas a cotas de salvaguarda, limitando o crescimento imediato.

Para o Brasil, a soja continua entre os principais produtos, com expectativa de safra recorde de mais de 180 milhões de toneladas em 2026. A conclusão depende de fatores climáticos e de demanda externa, segundo análises de mercado.

A Brasilinha estabelece o cenário atual sem manifestações oficiais de associações de tradings e processadoras de soja sobre o tema no momento. Entidades como Anec e Abiove não se manifestaram imediatamente.

Algodão: diversificação de destinos

Caso a China aumente as compras de algodão dos EUA, o Brasil estaria mais preparado do que no passado para enfrentar a possível queda de demanda chinesa. A diversificação de mercados tem sido uma estratégia do país desde que se tornou o maior exportador global de algodão.

Anea indica que o Brasil já vende para países da Ásia como Vietnã, Bangladesh, Paquistão, Turquia e Índia. Bangladesh liderou as compras brasileiras de algodão em abril, seguido por Paquistão e China, com participação expressiva de outros mercados.

Dawid Wajs reforça que o Brasil tem espaço para crescer em outros destinos, caso a China reduza as compras. Ele cita Índia e países da região como mercados alternativos, mantendo o algodão brasileiro competitivo. O executivo lembra planos de missões comerciais para ampliar a presença em novos compradores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais