O ministro da Fazenda, Dario Durigan, atribuiu a pressão inflacionária no país ao desarranjo provocado pela guerra no Oriente Médio, destacando impactos em agroindústria, químicos e combustíveis. A leitura dele foi apresentada em entrevista exclusiva à CNN Brasil.
Durigan rebateu críticas de que o governo estaria alimentando a inflação com o aumento de gastos, afirmando que o arcabouço fiscal mantém sob controle as despesas públicas. Segundo ele, não houve elevação descolada de gastos que justificasse o aquecimento de preços.
O ministro ressaltou que programas setoriais, como linhas de crédito para motoristas de aplicativo e caminhoneiros, não teriam efeito macroeconômico relevante sobre a inflação. Ele também citou fatores estruturais que mantêm juros elevados no Brasil, como baixa poupança e questões ligadas ao mercado financeiro e às expectativas.
Contexto macroeconômico e políticas públicas
A explicação de Durigan reforça a visão de que, mesmo com medidas específicas, a inflação enfrenta pressões externas. O governo continua avaliando o desenho fiscal e as respostas de política econômica diante do cenário internacional.
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