Jonathan Andic, filho do fundador da Mango, disse ser grave e injusta a acusação de ter participação na morte do pai, Isak Andic. A declaração veio em carta aberta publicada nesta terça-feira e ele anunciou afastamento temporário do cargo de vice-presidente da empresa.
Isak Andic caiu de uma montanha durante um passeio em 2024, episódio que levou Jonathan a ser alvo de investigação pela polícia espanhola. O filho ficou detido por horas e teve o passaporte apreendido; foi liberado após pagar fiança de 1 milhão de euros, mantendo medidas de comparecimento periódico ao tribunal.
A Mango, criada por Isak na década de 1980, é uma das maiores marcas de fast-fashion do mundo, com atuação consolidada na Espanha e internacionalmente. Isak acumulava cerca de 4 bilhões de dólares em patrimônio antes da morte, deixando três filhos.
Ao longo do caso, surgiram relatos de tensões familiares envolvendo Jonathan, que ter tido o papel central na gestão criativa da empresa. A Justiça espanhola analisou informações sobre o suposto conflito familiar, incluindo depoimentos divergentes sobre o dia do acidente e a localização do veículo.
Após a morte de Isak, a linha de herança foi objeto de disputas ocorridas entre os três filhos, com a divisão do patrimônio apontada como igualitária. A investigação permanece em andamento, sem conclusão anunciada pela Justiça.
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