A divulgação do PIB do primeiro trimestre indicou queda na formação bruta de capital fixo, com o setor de máquinas e equipamentos pressionando o desempenho. Mesmo assim, houve impulso vindo da importação de bens de capital, que avançou 1,2% no período.
Para a Abimaq, o aumento de importações ajudou a sustentar parte do crescimento da demanda, apesar da queda na atividade de investimentos domésticos. Em fevereiro, houve a entrada de uma plataforma continental adquirida pela Petrobras, de grande valor, que influenciou o resultado agregado.
O desempenho ficou aquém do esperado para o ano, segundo a associação, que projeta recuo de mais de 16% para o setor em relação a 2025. A avaliação destaca a combinação de juros altos, tributos elevados e ambiente de negócios desfavorável como entraves.
Entre os componentes da FBCF, a construção civil teve alta de 1,3% no PIB, enquanto a indústria de transformação caiu 0,9%, com quedas em impressão de gravações e na fabricação de máquinas e equipamentos. O peso dos juros continua a frear investimentos.
O controlador do setor aponta que, em termos de composição, cerca de 40% do investimento envolve máquinas e equipamentos, e 55% vem da construção civil. Com a taxa de juros em patamar elevadol, investidores optam por aplicações financeiras em vez da aquisição de equipamentos.
Mesmo com linhas de financiamento incentivado, o custo anual de aquisição de equipamentos fica entre 18% e 24%, segundo a Abimaq. A entidade sinaliza que o setor não consegue sustentar o endividamento diante desse custo, o que reduz as vendas.
A alta carga tributária e o ambiente de negócios desfavorável aparecem como fatores adicionais que afastam novos investimentos, segundo José Velloso, presidente-executivo da Abimaq. A avaliação é de que a combinação de juros, custo do crédito e carga tributária impacta o ritmo de investimentos.
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