A Amcham Brasil afirma haver espaço para o governo brasileiro reverter a decisão dos EUA de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. A abertura ocorre enquanto as esperadas medidas ainda estão em avaliação.
A entidade, que reúne mais de 3.500 empresas, aponta que Brasil e Estados Unidos já mostraram capacidade de avanços por meio do diálogo. A Amcham frisa a importância de manter as negociações até a decisão final prevista para 15 de julho.
Segundo a Câmara, há espaço para que Washington e Brasília cheguem a uma solução que preserve o comércio e os investimentos bilaterais. O objetivo é evitar impactos negativos no custo, na competitividade e na relação comercial entre os dois países.
O Escritório do Representante Comercial dos EUA classificou práticas brasileiras como irrazonáveis após a investigação iniciada em julho de 2025. O órgão abriu consulta pública sobre medidas corretivas, incluindo a tarifa de 25% com exceções.
Entre os exemplos citados pelo órgão estão ordens sigilosas para remoção de conteúdo político e restrições a perfis, além de alegações sobre favorecimento ao Pix nas transações internas, prejudicando empresas dos EUA.
A Amcham afirma que a adoção da tarifa elev ativaria custos e tornaria as exportações brasileiras menos competitivas, dificultando o comércio e os investimentos entre as duas nações.
Há ainda outra investigação dos EUA sob a Seção 301, relacionada a importações de produtos que utilizam trabalho forçado. A Amcham destaca a necessidade de solução negociada para evitar tarifas mais onerosas.
Em 2025, os EUA responderam por 13,2% da corrente de comércio brasileira de bens com o mundo. O total do fluxo foi de US$ 628,5 bilhões, com participação norte-americana de US$ 82,8 bilhões.
As exportações brasileiras para os EUA recuaram 6,6% em 2025, somando US$ 37,72 bilhões. As importações de produtos fabricados nos EUA cresceram 11,3%, totalizando US$ 45,25 bilhões. No ano anterior, as importações americanas haviam chegado a R$ 40,6 bilhões.
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