A administração dos Estados Unidos propõe uma tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do Brasil. A medida foi anunciada após a conclusão de que práticas brasileiras seriam desleais em áreas como comércio digital e desmatamento ilegal. A divulgação ocorreu na segunda-feira (1º), segundo o USTR.
A proposta é baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Abrange serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol. A investigação começou no ano passado e resultou em tarifas para punição comercial.
O USTR informou que algumas categorias ficaram de fora, entre elas carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves. A agência pediu comentários até 1º de julho, com audiência pública marcada para 6 de julho.
Detalhes das tarifas
A tarifa de 25% substituiria parcialmente a antiga cobrança de 50% sobre muitos produtos brasileiros. Parte disso foi imposta em resposta a ações judiciais envolvendo o Brasil e o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão final depende de análise até 15 de julho.
Itens isentos e contextos adicionais
Produtos isentos incluem muitas frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos e fertilizantes. O USTR enfatizou que a tarifa de 25% não se aplica a importações sujeitas às tarifas de segurança nacional (Seção 232), como aço, alumínio e cobre.
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