O mercado de juros teve um dia de estresse na sessão de ontem. A atualização do Boletim Focus trouxe nova deterioração das expectativas de inflação, somada a um ambiente externo mais avesso a riscos por conta da valorização do petróleo. Esse conjunto fortaleceu a percepção de que o ciclo de flexibilização monetária pode estar perto do fim.
A contaminação das cotações ocorreu em meio à movimentação de diretores do Banco Central. Durante uma reunião com o BC, gestores apresentaram visões conservadoras que, segundo participantes, contribuíram para a reação da curva de juros no pregão.
Entre os envolvidos, o gestor Bruno Serra figura como uma das vozes que compõem o grupo presente na reunião com o BC. Economistas presentes também discutiram cenários para a trajetória da taxa Selic, que permanece na faixa de 14%.
Por que tudo isso ganhou relevância: a combinação de revisão negativa de inflação, incertezas externas e o sinal de alinhamento institucional sobre o ritmo de aperto monetário elevou as projeções para os juros futuros. A agenda do BC, nesse contexto, reforçou a leitura de que o ciclo de cortes pode ter ganhado fôlego limitado.
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