O novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, defende reduzir de forma agressiva o balanço de 6,7 trilhões de dólares, inflado por anos de compras de títulos. A ideia é diminuir a intervenção do banco central nos mercados.
Entre os principais apoiadores estão o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e a vice-presidente do Fed responsável pela supervisão, Michelle Bowman. Eles compartilham uma visão comum de restabelecer a taxa de juros como principal instrumento de política.
O trio busca, ainda, reduzir a participação do Fed na condução da política econômica, tornar as taxas a alavanca central e alterar regras de liquidez para aumentar o crédito concedido pelos bancos. Contudo, há uma ressalva: menos reservas podem reduzir o colateral de empréstimos.
O desafio é que a drástica redução do balanço, associada às mudanças regulatórias, pode enxugar as reservas em Formas de dinheiro que, hoje, compõem caixa disponível para empréstimos. Assim, o esforço pode limitar a capacidade de os bancos emprestarem mais.
Em síntese, Warsh avança com uma estratégia de endurecimento gradual, apoiada por Bessent e Bowman, que visa recalibrar o papel do Fed, o uso das taxas de juros e as regras de liquidez, com ressalvas sobre o impacto nas reservas.
Entre na conversa da comunidade