A Amcham Brasil informou nesta terça-feira (2) que a recomendação do USTR, de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, pode elevar custos, reduzir a competitividade do Brasil e criar obstáculos ao comércio bilateral. A alerta ocorreu em meio a sinalizações de medidas protecionistas em revisões em curso.
Segundo a Câmara, o relatório ainda não é definitivo, e há espaço para evitar novas tarifas. O setor empresarial pediu que Brasil e Estados Unidos intensifiquem o diálogo nas próximas semanas para buscar uma solução que preserve condições para comércio e investimentos entre os dois países.
A Amcham também destacou que o relatório reconhece avanços nos diálogos Brasil–EUA, intensificados após o encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em 7 de maio.
Perspectivas de negociação
A entidade aponta que o governo americano conduz outra investigação sob a Seção 301, relacionada a importações de produtos com trabalho forçado. A Amcham sustenta que o Brasil pode ser atingido por tarifas adicionais caso haja medidas nesse processo.
Diante desse cenário, a Amcham defende negociações para evitar um tratamento tarifário mais oneroso às exportações brasileiras, buscando soluções que atendam aos interesses de comércio e investimento entre os dois países.
Possíveis impactos e próximos passos
A instituição ressalta a importância de manter o diálogo ativo, com foco na preservação de acordos comerciais já estabelecidos. A expectativa é que Brasil e EUA apresentem propostas para mitigar efeitos, caso as tarifas avancem.
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