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Balança comercial registra superávit de US$ 7,823 bi com alta das exportações

Balança de maio registra superávit de US$ 7,823 bi, acima das projeções, com exportações em alta de 6,6% impulsionadas por agro, manufaturados e China

Imagem de drone de navios graneleiros no porto de Paranaguá (PR), 25 de março de 2026. REUTERS/Rodolfo Buhrer
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A balança comercial brasileira fechou maio com superávit de US$ 7,823 bilhões. O resultado acompanha exportações mais robustas, apoiadas pela alta de preços dos produtos embarcados, segundo o MDIC.

As exportações totalizaram US$ 31,904 bilhões, alta de 6,6% frente a maio de 2024. As importações chegaram a US$ 24,081 bilhões, incremento de 5,3%.

O saldo ficou acima da previsão de analistas consultados pela Reuters, que estimaram US$ 7,650 bilhões. Em relação a maio de 2025, o superávit subiu 10,8%.

A elevação de 11,5% no preço médio dos produtos exportados compensou uma queda de 4,3% no volume embarcado. Entre os setores, a agropecuária avançou 9,8% impulsionada pela soja.

Na indústria de transformação, houve alta de 9,0, com destaque para combustíveis, carne bovina e farelo de soja. Já a indústria extrativa recuou 1,9% por queda de volumes, mesmo com elevação de preços.

Desempenho setorial e regional

As exportações agropecuárias cresceram, enquanto a indústria extrativa sofreu retração de 1,9% no volume. Óleos brutos de petróleo caíram 9,3% e minério de ferro recuou 15,2%.

Do lado regional, a participação dos EUA caiu de 12,0% para 9,7%. A China, por sua vez, subiu de 32,1% para 32,9%. Abaixo do previsto, a influência de tarifas norte-americanas pesou no mercado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que o Brasil buscará mercados alternativos caso haja novas barreiras comerciais dos EUA. Em resposta, o governo aponta a China como contrapeso estratégico.

Importações e saldo acumulado

Entre as importações, houve alta de 25,9% em combustíveis e 24,7% em bens de consumo. Bens de capital avançaram 5,2%, enquanto compras de bens intermediários caíram 3,2%.

Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil acumula superávit de US$ 32,662 bilhões, acima dos US$ 24,330 bilhões do mesmo período de 2025. Esse desempenho sustenta a leitura de mercado de recuperação gradual do comércio externo.

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