O Departamento do Trabalho dos EUA divulga hoje o CPI de maio, indicador econômico central que pode moldar a decisão do Fed na reunião de 16 e 17 de junho. O dado é visto como referência para o tom da política monetária.
Em abril, o CPI subiu 3,8% na comparação anual, maior leitura desde maio de 2023, ante previsão de 3,7%. Os gastos com energia subiram 17,9%, impulsionados pela gasolina e pelo óleo combustível, reflexo das tensões no Oriente Médio. O núcleo, que exclui alimentos e energia, avançou 0,4% de março para abril, com alta de 2,8% em 12 meses.
O Deutsche Bank estima alta de 0,51% no mês e 4,29% em 12 meses para o índice total de maio, com gasolina doméstica subindo 6,8% em 12 meses. O núcleo deve crescer 0,22% no mês e 2,87% em 12 meses, segundo a instituição.
Novo ataque americano ao Irã abala trégua e mantém petróleo sob pressão
Os EUA lançaram bombardeios contra alvos iranianos na noite de ontem, em resposta ao abatimento de um helicóptero Apache no Estreito de Hormuz. O Pentágono classificou a operação como resposta proporcional e legítima defesa, iniciando as ações às 18h (horário de Brasília) com autorização de Donald Trump.
Autoridades iranianas acusaram Washington de violar o cessar-fogo vigente e prometeram retaliação. O episódio expõe a fragilidade da trégua mediada pelo Paquistão, que visava facilitar um acordo sobre a reabertura do Estreito de Hormuz e o programa nuclear iraniano.
O mercado de petróleo permaneceu estável na véspera, com o Brent em torno de 91,37 dólares por barril. Antes da crise, o Brent operava próximo de 73 dólares; no auge, chegou a cerca de 118 dólares. A leitura indica expectativa de desfecho diplomático, ainda que haja escalada militar.
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