O que aconteceu, quem envolve, onde e por quê: a SEAPI/RS identificou inconsistências graves entre rebanhos reais e declarações eletrônicas em Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A fraude envolvia criação fictícia de animais, com controles de GTAs usados de forma irregular. A operação ocorreu durante auditorias que deram suporte à Operação Boi Fantasma, lançada pelo Ministério Público em 9 de junho de 2026.
Na prática, técnicos constataram que duas propriedades registravam entradas de 2.535 animais e saídas de 2.657 cabeças, mas as visitas de campo mostraram que esses bovinos e ovinos não estavam nos locais declarados. O esquema fingia transporte de carga viva por meio de Guias de Trânsito Animal fraudulentas.
A engenharia financeira visava legitimar recursos de atividades criminosas, como tráfico de drogas e jogos de azar online. Segundo o MPRS, a movimentação total do esquema ultrapassou R$ 100 milhões desde 2023, com lavagem realizada via créditos pecuários falsos que justificavam grandes depósitos.
Progresso das investigações
O Ministério Público, por meio do GAECO, informou que as investigações devem se expandir pela região para mapear outros produtores da Fronteira Oeste. A meta é confirmar se há mais casos de transações simuladas de rebanhos. As provas coletadas guiarão a denúncia formal prevista para os próximos dias.
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