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FMI afirma que não há sinais de desaceleração global, mas riscos altos

FMI afirma que não há sinais de desaceleração global, mas riscos são altos; acordo EUA–Irã pode reduzir incertezas e impactos no crescimento

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), durante entrevista para o podcast 'Leaders with Francine Lacqua' em Londres, Reino Unido, na quarta-feira, 22 de abril de 2026 — Foto: Jose Sarmento Matos/Bloomberg
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Ao avaliar a situação econômica global, o FMI afirma que ainda não houve sinais de desaceleração mundial, apesar de choques recentes no Oriente Médio terem elevado preços de commodities e inflação. A instituição aponta que condições financeiras ficaram tensas, mas sem indicar uma piora geral.

A diretora-gerente Kristalina Georgieva destacou o desempenho resistente da economia global, mesmo diante do conflito em curso. Ela celebrou o acordo anunciado no fim de semana entre EUA e Irã para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que sinalizou cautela com novos riscos.

O acordo EUA-Irã e seus impactos

Georgieva afirmou, em um blog, que uma intensificação do conflito representaria um risco claro para o crescimento global. O FMI planeja divulgar uma nova previsão em 8 de julho, revisando cenários já apresentados em abril para 2026 e 2027.

Perspectivas de crescimento e próximos passos

O FMI divulgou, em abril, cenários com crescimento global de 2,5% em 2026 no caso adverso e 3,1% no cenário de referência. A instituição indica que o espaço para estabilização dependerá de evoluções macroeconômicas e de interrupções no abastecimento energético.

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