O Banco Central do Japão elevou a taxa básica de juros para 1% ao ano, o maior nível desde 1993. A decisão ocorreu pela primeira vez desde dezembro, alinhando a política monetária japonesa com padrões mais restritivos adotados por bancos centrais globais para conter a inflação.
A alta foi motivada pela pressão de preços diante da escalada dos custos com energia, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. Embora haja avanços nas negociações para encerrar guerras regionais, o BC do Japão sinalizou que a inflação permanece um risco significativo para a frente.
O anúncio oficial ressaltou que o repasse de custos com petróleo continua a aumentar os preços ao consumidor em diversos itens. Mesmo com perspectivas de deterioração econômica suavizadas, o BC enfatizou vigilância sobre a inflação subjacente frente à meta.
A decisão de subir os juros recebeu 7 votos a favor e 1 voto contra. O diretor Toichiro Asada discordou, argumentando que os riscos de queda do crescimento seriam maiores que os riscos inflacionários.
Medidas adicionais anunciadas
O BC também suspendeu o programa de redução gradual de compras de títulos a partir de abril de 2027 e manteve a compra mensal de cerca de 2 trilhões de ienes em títulos públicos. Diretores indicaram que ajustarão o ritmo dessas compras conforme necessário em futuras reuniões.
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