Um banco israelense que oferece serviços financeiros a palestinos pretende encerrar a relação com a Cisjordânia em setembro, segundo autoridades locais. A medida pode agravar a economia já instável da região.
Segundo fontes palestinas, apenas dois bancos israelenses atuam na Cisjordânia, e o fim da relação afetaria principalmente o acesso a operações bancárias para moradores e empresas. A decisão ocorre em um contexto de controle financeiro entre Israel e áreas palestinas.
A economia da Cisjordânia depende fortemente de Israel, com o shekel como moeda predominante devido à ausência de uma moeda própria. Atualmente, as transações são processadas por bancos correspondentes israelenses, já que instituições financeiras locais não mantêm ligação direta com bancos israelenses.
Impacto econômico
Analistas destacam que o desligamento pode restringir pagamentos, crédito e importações, elevando a insegurança para pequenos negócios. Autoridades palestinas pedem clareza sobre prazos, alternativas de financiamento e medidas de mitigação.
A relação bancária entre Israel e a Cisjordânia já é marcada por restrições regulatórias e logísticas. A continuidade de serviços financeiros é considerada crucial para manter fluxo de caixa, empregos e estabilidade econômica local.
O governo palestino não informou planos específicos de substituição da infraestrutura financeira, enquanto as instituições privadas aguardam detalhamentos sobre a transição e impactos operacionais.
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