O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,30% em junho, revertendo parte da alta de 0,89% de maio. O dado sugere acomodação recente dos preços após meses de pressão sobre a inflação.
Segundo o economista Leonardo Costa, do ASA, o movimento reflete alívio nas cadeias de produção e desaceleração decorrente da redução das pressões externas, ainda que alguns segmentos apresentem altas pontuais.
O IGP-10 de junho desacelerou na margem após o pico associado ao choque nos preços do petróleo, com a acomodação das commodities e perspectivas de menor pressão externa.
Commodities puxam recuo do índice
O principal peso do indicador atuou pelo recuo do IPA-10, que caiu 0,71% em junho, influenciado pela queda das commodities e pela menor demanda de insumos.
Entre os destaques, combustíveis, café e cana-de-açúcar registraram recuos, contribuindo para reduzir custos ao longo das cadeias produtivas.
Costa aponta que o movimento aponta normalização das condições de oferta e menor pressão externa, após volatilidade nos preços internacionais com o conflito no Oriente Médio.
IPC e construção civil seguem em alta
O IPC avançou 0,56% em junho, pressionado por alimentação e habitação, ainda que esses grupos mostrem sinais de desaceleração em relação aos meses anteriores.
O INCC, por sua vez, subiu 0,92%, puxado pelo aumento de custos com mão de obra, em movimento considerado sazonal para o período.
Com a queda do IPA-10 e a acomodação das commodities, o mercado espera pressões inflacionárias mais moderadas nos próximos meses, favorecendo maior estabilidade para os índices de preços.
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