O acordo entre os EUA e o Irã, que pode abrir a navegação no Estreito de Ormuz, elevou a percepção de risco e estimulou a tomada de risco nos mercados. Mesmo com esse avanço, as incertezas sobre o retorno de capital estrangeiro para a bolsa brasileira permanecem.
Gestores e estrategistas estão divididos quanto aos próximos movimentos de fluxos. Enquanto alguns indicam que o Brasil pode se beneficiar de um processo de realocação dentro de emergentes, outros ressaltam que o cenário externo ainda impõe cautela para o ingresso de capitais.
Analistas da área associada a Aberdeen citam que o Brasil tende a capturar parte relevante do movimento de realocação, devido a um valuation mais descontado em ativos domésticos. A expectativa é de que o desempenho siga dependente de fatores macro e da percepção de risco global.
Oportunidades e riscos para o Ibovespa
- O fluxo dependente de condições externas e de sinais sobre a normalização regional pode influenciar o viés de compra no curto prazo.
- A avaliação de múltiplos mais baixos em ações brasileiras é apontada como atrativo por parte de alguns profissionais.
- Entidades de investimento avaliam impactos de juros, câmbio e cenário político na atratividade de ativos locais.
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