Ações da BMW caíram cerca de 7% na bolsa de Frankfurt nesta quarta (17), após a montadora alemã divulgar um alerta sobre lucros. O recuo levou os papéis ao menor nível desde novembro de 2020. O movimento também atingiu peers europeus, como Volkswagen e Mercedes-Benz, conforme o mercado revisou as perspectivas da BMW.
O mercado respondeu à revisão de lucro, que veio bem abaixo das expectativas conforme analistas do Deutsche Bank e da Jefferies. A reação foi mais intensa do que a esperada, mesmo após confirmação de resultados recentes.
Na véspera, a BMW reduziu a projeção de margem operacional do setor automotivo, de 4-6% para 1-3%. A empresa afirmou que vai intensificar cortes de custos, com impacto negativo pontual esperado no 2º semestre de 2026. A fraqueza na China foi citada como principal fator, associada a efeitos da guerra no Irã sobre preços e consumo.
Analistas destacaram que o alerta foi mais duro do que o esperado, surpreendendo parte do mercado que já havia internalizado projeções anteriores. O JP Morgan classificou o comunicado como radical, enquanto Deutsche Bank e Jefferies destacaram o tamanho da revisão.
Novo CEO sob pressão: Milan Nedeljkovic assume a gestão em meio a margens pressionadas, custos elevados e China fraca. A transição ocorreu no mês passado, substituindo Oliver Zipse, que liderava a BMW há anos. Investidores acompanham possíveis mudanças estratégicas globais.
A reestruturação pode impactar a operação europeia, segundo a Jefferies, com foco na Alemanha e maior localização de produção na China e na América do Norte. O JP Morgan aposta em cortes de 10% a 15% na capacidade no Capital Markets Day deste ano, ampliando o cenário de mudança para a companhia.
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