O Norte deve liderar o crescimento econômico do Brasil em 2026 e 2027, conforme estudo do banco Santander. O PIB da região é projetado em 3% para 2026 e 2,4% para 2027, acima da média nacional.
A mensagem do Santander é de recuperação da atuação regional, já que a última vez que o Norte ficou na dianteira foi em 2024. O Brasil, por sua vez, deve registrar 1,8% de crescimento em 2026 e 1% em 2027, segundo a projeção.
A leitura geral aponta fatores estruturais no Norte: indústria extrativa, agronegócio e mercado de trabalho mais firme. Analistas destacam a expansão da fronteira agrícola e a importância da mineração para impulsionar o desempenho regional.
Norte: impulso de mineração e agronegócio
A mineração no Pará é citada como motor relevante, com o Ibam estimando investimentos próximos a US$ 14,661 bilhões entre 2026 e 2030, o equivalente a 19,1% do total do país. Minas Gerais lidera o ranking com quase US$ 19,7 bilhões.
A produção de cereais e oleaginosas para 2024/2025 deve manter o Norte responsável por uma parte expressiva da safra brasileira. O Tocantins concentra boa parte da produção regional, respondendo por cerca de 2,4% do total previsto.
Para o conjunto da região, o setor de mineração aparece como potencial impulsionador de 30% dos investimentos nacionais nos próximos anos, segundo dados do Ibram. Aline Nunes afirma que a região deve se beneficiar significativamente desse fluxo.
Sul, Sudeste e Nordeste: avaliações de desempenho
Conforme a projeção, a região Sul deve registrar o menor crescimento em 2026, de 1,4%, e 1% em 2027. Fatores climáticos e riscos de variações sazonais são apontados como entraves aos números, especialmente após uma temporada de safra favorável.
O Sudeste aparece com 1,7% de crescimento em 2026 e 2027, desempenho abaixo da média nacional. O estudo aponta uma desaceleração cíclica e condições financeiras mais restritivas como fatores relevantes para esse comportamento.
O Nordeste tem previsão de 1,6% em 2026, avançando menos que o ritmo nacional. A composição setorial e o dinamismo regional influenciam esse desempenho, segundo a leitura do Santander.
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