Washington, 17 jun — A inflação elevada e um salto de 30% nos preços do petróleo, reflexos do conflito no Oriente Médio, pressionam o crescimento global. Mesmo assim, é improvável que os líderes do G7 atribuam a responsabilidade a Donald Trump quando se reunirem na França para discutir a economia.
Os governantes do grupo, que encara tarifas dos EUA e tensões na Otan e com a Groenlândia, criticaram publicamente a decisão de Trump de não consultar o bloco antes de EUA e Israel iniciarem a guerra contra o Irã no fim de fevereiro. As lideranças ressaltaram as prováveis repercussões.
No fim de semana, EUA e Irã anunciaram acordo para cessar os combates e reabrir o Estreito de Ormuz. O anúncio gerou otimismo nos mercados globais, com efeito positivo para as trajetórias de demanda e oferta de petróleo.
Contexto econômico
França assume a presidência do G7 neste ano e busca evitar conflitos entre os membros. O país pretende priorizar questões como desequilíbrios globais, cadeias de abastecimento de minerais essenciais e o redesenho da ajuda ao desenvolvimento com foco em investimentos.
Além disso, a agenda do grupo permanece voltada a impactos da guerra no Irã sobre crescimento, comércio e energia, com ênfase em manter estabilidade financeira mundial e evitar medidas que agravam as pressões inflacionárias.
Perspectivas e desdobramentos
A reunião, marcada para a próxima quarta-feira, deve consolidar posições sobre cooperação econômica, sem uma declaração final abrangente. A França, como anfitriã, sinaliza preferência por mensagens específicas em vez de um texto único de consenso.
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