O dólar abriu em alta no dia seguinte ao anúncio do Copom, cotado a R$ 5,141, com avanço de 0,64%. O mercado já funcionava perto do fechamento anterior, quando o BC cortou a Selic. A decisão reduziu a taxa de 14,50% para 14,25% ao ano.
O Copom justificou o corte pela brutal piora do cenário inflacionário. O IPCA voltou a superar o teto da meta no acumulado em 12 meses e as projeções indicam alta inflação nos próximos trimestres, incluindo 2027. A autoridade manteve a agenda fiscal como risco ao controle de reajustes.
Ainda assim, o BC afirmou ter espaço para reduzir mais, citando dois argumentos: juros em patamar elevado têm freado a economia e o horizonte de política monetária foi alongado para 2028. Economistas destacam que esse alongamento pode prejudicar a credibilidade da autoridade.
Mercados também reagiram à decisão do Federal Reserve, que manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano. As projeções indicaram maior possibilidade de alta de juros neste ano, o que reforça a atratividade de ativos dos EUA e pressiona moedas emergentes, incluindo o real.
Na bolsa brasileira, o Ibovespa chegou a subir 0,28% antes do Fed, aos 170.057 pontos, mas fechou em queda de 0,70%, aos 168.453 pontos, após a decisão estadunidense. Analistas apontam que a combinação de juros elevados nos EUA e inflação no Brasil pesou no mercado local.
No exterior, o petróleo recuou. O Brent para agosto caiu 1,4%, para US$ 78,44 o barril, atingindo menor nível desde o fim de semana. O mercado cita impactos de conflitos regionais e expectativas sobre a reabertura do Estreito de Hormuz.
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